Claudis Luna atraía a lua para si. Logo, o mar inavegável ficava mais robusto, mais cheio, sem perigo de encontro com corais.
Com isso, Yjorn sentia-se seguro em presença dela; lunática.
Maior que a profundidade marítima; distância para uma lua de saturno: eram suas determinações para o amanhã.
Salvadora da primeira vida; despejou lágrimas de coragem; ficou no vácuo 39.
Habitante da terra do chocolate brigaderício. Aprendeu sobre navegações diante da Muralha Interminável; desde então: só chorou de alegria - com sorriso de lua no rosto.
Claudis Luna sempre será: a neblina noturna, sem lua, que cai diante de uma rua perdida; abraço quente.
Prentice Geovanni
Vias, acolhedor de aventuras, compreendido que Romeu e Julieta foram feito um p'ro outro; estudava o desembrulhar da vida.
Profeta de memórias; desafiante do mistério: esteve nos confins do universo.
Deixou o tédio por lá; encontrando assim, novas buscas e viveres.
De prêmio? Obteve admiração, simplicidade e estar perto.
Yjorn nunca o alcançará; mas aprenderá, por vias de regras, sua maior lição: ser feliz no mar inavegável!
Vias sempre será: a pegada triunfante do amor sem fim.
Prentice Geovanni
Era em terra,
Yjorn aprendera com Quatis a seguinte premissa:
"Ajoelha-te, abaixe-se, desse modo, pegarás o poder em mãos."
O que isso prova? Que somos maiores que o poder? Ou que precisamos apanhar durante nossas buscas?
Yjorn sempre foi mais novo; já Quatis mais velho, corajoso. Sábio em palavras, condizente com sua atitude: seu rei nunca foi preso.
Liberdade de escape? Fazia na hora. Estrelas? pingavam de seus dedos ao apontar uma direção.
Quatis joga, na montanha mais alta, com o tabuleiro da vida, suas peças temporais de amor.
Quatis sempre será: o caminhante que se dispõe no talvez, no sim, no final.
Prentice Geovanni
Rivas era especialista em gestos.
Bastava um olhar, um aceno, um jeito: que o desvendar fazia-se realizado.
Andava em cima da chuva. Corria nos raios de sol. Rivas tinha as cores ao seu dispor.
No mar inavegável, sob um cavalo branco, jogou as verdades do mundo a dentro sobre como pintar arco-íris.
Sua especialidade? Fazer retratos pra Iá-iá's nas diversas fronteiras universais.
Yjorn, ao seu lado, cantou o mais alegre fim de carnaval.
Rivas sempre será: o catavento cavalgante dos sonhos.
Prentice Geovanni
Por sua vez, Zincus aconselhava.
Costumava também, dizer, traçar e seguir suas próprias rotas. Chegava. Mas, mesmo assim, esperava; investindo, orientando, amigos do seu lado.
Cada um no seu ritmo, frequência: virtuosidade.
Zincus sabia ir. Reconhecia os enfins e admirava os começos e términos de cada ilha do mar inavegável.
Zincus aproveitava cada instante como se fosse o último.
Zincus sempre será: o gramado verde de uma varanda sob o brilho solar.
Prentice Geovanni
Avante, pioneiro de si, estava Gotas.
Gotas sabia ser querido. Gotas sabia ser essencial.
"Gotas de chuva? Mando em todas. Gotas de lágrimas de sal para lavar tristezas d'alma? Tenho-as bem guardadas no meu coração!"
Gotas se dispunha com o manso e humilde coração diante de qualquer problema. E, por isso, Yjorn, sempre levava consigo seus mais gotejados conselhos. Afinal de contas, Gotas num fazia chover, orvalhar e ensolarar? Então?
Então, oras: Gotas entendia do entender; desenrolava o indesenrolável; sorria o sorriso por ato de sorrir; gotejava sonhos, sermões e soluções.
Yjorn o admirava. Muito.
Pois: Gotas goteja felicidade gotejada, na medida feita, no calibre certo, único.
Gotas sempre será: o fogo celestial de uma tarde de sábado.
Prentice Geovanni
"Preciso que um barco atravesse o mar lá longe
para sair dessa cadeira
para esquecer esse computador
e ter olhos de sal boca de peixe
e o vento frio batendo nas escamas." - Marina Colasanti
***
Já Tantis é o mais pontual de todos os navegantes. Experiente no correr do tempo, saudoso de companhia, tinha superação em mente, provocando, portanto, a si mesmo: luta, corrida e amor. A lição maior que ensinou a Yjorn estava escondida nas palavras de uma memória de recordação:
"Yjorn sabe a hora certa de aparecer."
Só que Tantis não sabia, até então, que Yjorn somente aprendera sobre as horas certas ao observá-lo no agir, impulso - de acordo com a temporalidade dos dias atrás. De acordo consigo; de acordo com seu jeito; de acordo com um mar maior que o inavegável, o mar de sua alma.
Ora, bebia horas, ora afogava minutos, mas sempre estava pronto para cumprir seu itinerário, seja qual fosse.
Tantis sempre será: a amizade que se ajoelha diante de sua alma para proteger seus amigos, navegantes.
Prentice Geovanni
O mar inavegável já foi o que não é: água passada, misturada com navegantes futuros! Destinos cruzados? Não importa!
O que necessita é o alcance para saber velejar.
Kafes surgiu daí. Do alcance.
"Reclamar menos; fazer mais: a prontidão é força, e não direito de falha. Pés no navio escolhido, meu amigo; olhos na direção que almejas seguir!"
Palavras não esquecidas a Yjorn, numa quarta-feira chuvosa, num dos maiores templo do mundo além. Palavras ditas na travessia de morte, no cair da noite: contra as nuvens.
Kafes temia o temer. E repassava tudo como forma, proteção. Sabia agir e, portanto, era rei do mar. Com alguns muitos impérios, prezava os momentos, reinava amizades.
Kafes sempre será: fogos de artifícios na praça perdida - no tempo - de um coração solitário.
Prentice Geovanni
E, seguindo adiante da noturnidade de cada dia; sejam elas quais forem, Yjorn, reconheceu que os maiores acolhimentos deveriam posteridade ao sentimento da sinceridade.
Hífiz, sinceramente, o ensinou isso.
Que a Alegria pode ser encontrada na árvore dos sorrisos, porém, para isso, é preciso de amigos na mesma mesa, no mesmo filme, na mesma guerra. Pois, Alegria não se perde; se esconde. Bastando apenas encontrá-la com as pessoas certas.
Destarte, Hífiz era simples. Prosseguia. Navegava. Tinha Rosa-dos-Ventos.
Escavava aventuras, compartilhava solidões. Para todo bem? Sabedoria dos sinceros, coragem do coração. Assim se preocupava Hífiz, assim se escrevia nas letras exageradas do mar sem fim.
Hífiz sempre será: o puxão de orelha dado pelo amigo que se preocupa.
Prentice Geovanni
Todavia, com o fim da tarde, início de lua, vem o anoitecer. E isso não era bom, pois Yjorn tivera medo de escuridão.
Porém, com Guris, o significado aprendido de coragem foi sedimentado:
"O jeito de se portar diante de um problema é a atitude mais preciosa de um navegador. Não importa o mar, a tempestade, o inimigo; o que é de interesse? São as maneiras de ultrapassá-los da melhor forma possível."
Confiar em que confia na gente; ter noção de que não estamos preparados para as futuras pessoas que entrarão em nossas vidas, mas, que mesmo assim, continuaremos em frente: fazendo nosso melhor, são dois dos seus dilemas mais fortes.
Palavras fortes, atitude diferenciada, leveza na prática de escolher quem deve estar do seu lado, assimetriam o Guris.
Yjorn entendia e, principalmente, respeitava isso.
Sua força para andar nas trevas do mar inavegável viria daí? Provavelmente sim, provavelmente não. Talvez de algum outro lugar que somente os corajosos sabiam encontrar e se guiar.
Guris sempre será: a luz flamejante que se ascender da noite temerosa dos dias sólidos e frios.
Prentice Geovanni