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sexta-feira, 4 de março de 2011

Sobre Você, Nós Dois e Tudo Mais.

"Que te dizer? Que te amo, que te esperarei um dia na rodoviária, num aeroporto, que te acredito, que consegues mexer dentro de mim? É tão pouco. Não te preocupa. O que acontece é sempre natural - se a gente tiver que se encontrar, aqui ou na China, a gente se encontra. Penso em você principalmente como minha possibilidade de paz - a única que pintou até agora, “nesta minha vida de retinas fatigadas”. E te espero. E te curto todos os dias. E te gosto. Muito." Caio Fernando de Abreu.

Sempre quando chego em rodoviárias e estou esperando por um ônibus paro um pouco e penso em você. Sempre quando tenho um intervalo entre minhas aulas, dou uma pensada em você. Sempre quando estou fazendo um texto, estudando, lendo, ou até mesmo, dormindo, estou pensando em você. Frequentemente faço as seguintes perguntas: "O que será que ela está fazendo? Estudando? Sorrindo? Brigando? Ou pensando em mim?"

Tudo bem, eu sei que já tivemos nossa conversa sobre sentimentos e tudo mais, mas, continuo a insistir a não te esquecer. Afinal, desde o dia que coloquei meus olhos em ti, naquele pátio, perto daquele banco, em frente a sala dos bebedouros, eu disse comigo "Essa É a Garota dos Meus Sonhos". Sei que você não me viu, afinal, eu estava longe desses seus olhinhos que ensinam a qualquer vaga-lume a brilhar. Mas, se me visses certamente acharias que eu era um abestalhado por está olhando para você de um jeito abestalhado.

Meu Stradivarius, de algum modo eu tinha que te conhecer, não sei como, mas tinha. Queria participar da tua vida, queria sorrir contigo, queria te dizer palavras de amor; queria brigar, discutir com você, e olhar nos teus olhos e te dizer: você está linda; queria cantar com você, caminhar ao teu lado, carregar seu Fichário, e apertar sua mãozinha e te dar inúmeros abraços. Queria ter infinitas noites, sentado na tua calçada, ao teu lado, conversando sobre meus sentimentos em relação a ti; queria ficar para sempre, olhando para as estrelas, com você ao meu lado; queria ver teu sorriso sincero, chuvoso e doce quando viesses ao meu encontro. Queria ligar, assim que amanhecesse, te desejando um feliz natal; queria te ligar para assistir filmes comigo, comendo pipoca feita no microondas; queria te ligar e ouvir a tua vozinha mansa de sono desejando "Boa sorte na prova e Deus te abençõe."; queria te levar para ir ao show de Coldplay e te colocar nas minhas costas para cantarmos esse trechinho de Strawberry Swing: "When it's such, it's such a perfect day... It's such a perfect day...".

Quantos "queria", não é? E a maioria realizados.


~♥~

~♥~

Imponho Censura em Meus Pensamentos


Porque ainda existe muita relutância
do mesmo em continuar
com essas mesmas lembranças
não que elas sejam ruins ou cruéis
pelo contrario, foram momentos concretos
momentos de extrema alegria e
plena comunhão de espíritos
mas devido esse alto teor de endorfina que infelizmente causam dor
o que quimicamente é contraditório,
tornasse humanamente possível.

Hand Medeiros

terça-feira, 1 de março de 2011

Anticonvencionalismo

Não gosto de convenções
E nem de nada programado
Sou fã das contradições
Do que pode ser recriado.

Se tem certas disciplinas
Nem sempre podem ser certas
Seguir essas linhas finas
Não deixam as visões abertas.

Convergências divergentes
Discordâncias concordantes
Os iguais bem diferentes
Corretos seres errantes.


Leis pra mim têm que servir
Pra acabar com a injustiça
Para que venham intervir
Nessa sociedade omissa.



Pensamentos que vagueiam
Compactos que se engrandecem
Os pontos que não norteiam
São coisas que se merecem.

Um mundo com vários mundos
Humanos dentro de um só
Tantos descasos profundos
Mais enrolam esse nó.

Por isso sou do momento
Não tenho hora marcada
Valorizo o sentimento
Espero o tudo do nada.

E quem quiser me seguir
Vá sabendo imediato
Não sou de querer sumir
Diante dum forte fato.

E nem sou de perder razão
Apenas não enquadro
Naquilo que só diz não
E não muda nosso quadro.

Cassildo Sousa

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Para a Menina de Sorriso Aberto.

"Percebe que sua melhor amiga e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos." O Menestrel, com umas modificações no gênero feitas por mim.

De certa maneira falar de Romaninny é simples. É só sentar de frente para tela de um computador e abrir o velho bloco de notas. As palavras sairão sozinhas das minhas memórias, das minhas lembranças, dos nossos sorrisos.

Foi numa manhã de segunda-feira do ano de 2005. Foi nesse dia que coloquei pela primeira vez meus olhos em Romaninny, ela pode dizer que é mentira minha, mas lembro claramente: ela usava uma blusinha verde, solta, e tinha um sorrisão feliz. Não tivemos muitos arrudeios. Tornamos-nos melhores amigos de primeira. Ora, quantas vezes essa garota não escutou sobre meus amores, minhas queixas, minhas perdas, e, minhas vitórias?

Olhando daqui, da vida presente, o que nós dois já passamos juntos dá uma sensação boa, sabe? Sensação esta de dever cumprindo, de amizade bem feita, de trancas bem dados. É minha amiga nos tornamos bons e grandes amigos. Quantas gafes já passamos? Quantas vezes contamos um para o outro sobre nossos desenganos amorosos? - Como se fôssemos grandes namoradores, puf.

Chega cá, escuta uma coisa, você sabia que adoro teu jeitinho fashion? Esse aí todo posudo, todo cheio de emoção e originalidade. Esse jeito só teu, esse jeitão que abala tudo! Minha amiga, com essa tua personalidade acabaste abalando foi a minha vida e de todos ao seu redor. Poxa Roma, tu nunca percebes as coisas acontecendo? Eu sempre tenho que te dizer o quanto és especial e importante para todos a tua volta? Meu bem, seu sorriso, seu astral é contagiante! É algo difícil de ver por aí. É algo surpreendentemente raro de encontrar, em qualquer lugar. É assim que abalas aonde chegas. Com teu jeito. Com teu humor. Com teu espírito.

Eu sei que ultimamente ando meio distante, mas saiba: sinto saudades de conversar contigo. É, eu escrevi isso que você acabou de ler. Mas num fique se achando não... Se não lhe dou um tranca de presente de aniversário, ouviu? Olhe, provavelmente ficarás chateada por eu não ter ido (de novo) comemorar teus trinta e tantos anos de vida, mas, você sabe que pode contar comigo para o que der e vier.

Ei Roma, nesse momento, enquanto estou escrevendo esse texto sobre ti, espero que estejas sentindo falta de minha presença em meio a toda essa galera aí presente. E, também, espero que estejas detonando minha pessoa: "aquele cachorro do Prentice nem veio de novo! Não chamo mais nunca! Como pode rapaz! Cadê a consideração com a amiga aqui!? Francamente." E, espero mais ainda, que digas isso com as mãozinhas na cintura. Para fazer o drama, é claro. Se serve de consolo eu tenho quase certeza que no dia que você não me chamar eu aparecerei.

Meninos da Miséria.

Como são frágeis essas criaturas
Que acordam com as manhãs
Após noites negras em precipícios
Resistindo a cada trago de seus vícios

Eles reinam nas ruas desertas
Com armas em vendaval de ódio
Revolta por terem uma vida difícil
Em cada ofício das renúncias


Nos olhares de abandono desses meninos
Há a calma hipócrita da sociedade
Que maquila o egoísmo em caridade

Mas eles adormecerão entorpecidos
Aborrecidos e vigilantes
... Existirão para se vingar...

Pelos milhares de pequenos
Que se morreram nas fomes
Por amnésia dos grandes! 

Diego Rocha
 

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Expressões Desativadas.

Não quero nem pensar
Que não posso mais pensar em nada
Não posso mais dizer,
Não posso argumentar,
Fecharam a minha boca,
Fecharam o meu cérebro
Me proibiram contar,
Me inibiram de ser,
Não me querem um ser ativo
De cunho reflexivo,
Querem me tornar passivo
Num passo largo na escuridão
Não apareço à vista
Não dou sinal, uma pista


Que é para ninguém me ver
E nem eu poder convencer
Quem sabe de ir à Lua
Mudar pra outro planeta
Visitar primos – cometas
Asteróides, meus irmãos
Eu não existo mais não.

Cassildo Souza

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Mais Uma Primavera Txutxai.

Como todos sabem hoje é o aniversário de nosso grande amigo Prentice, e aproveitando a oportunidade decidimos aqui fazer uma singela homenagem a essa grande pessoa. Pegamos depoimentos de alguns amigos, apenas de alguns, pois a lista é vasta e muitos não obtive contato, mas se vocês quiserem deixar alguma mensagem sintam-se a vontade para transmiti-la através de um comentário. Obrigado.

"Aniversários, talvez uma das melhores datas de se celebrar a vida de alguém, de parar e perceber a importância da pessoa que está, naquele dia celebrando sua vida, suas conquistas, suas vitórias, seus medos também.


Hoje, comemoramos a feliz data do amigo Prentice. Feliz data não só para ele, que certamente comemorará mais um ano de uma vida alegre, mas data especial também para todos aqueles que o cercam, que gostam, que o admiram, que sentem saudades. Uma data feliz para mim.

Prentice é uma das pessoas que ocupam um dos lugares mais bacanas do meu coração, ele faz parte de uma história minha, foram confidências, piadas, risos, choros... tantos segredos, surpresas. Prentice é surpreendente, é gente de verdade, e hoje fico eu extremamente feliz em poder comemorar a vida desse amigo. Comemorar tê-lo conhecido, comemorar todas as conquistas dele (algumas que ele nem percebe ainda como conquistas), feliz por vê-lo crescendo, amadurecendo, lutando. Feliz por vê-lo mais forte que quando eu o conheci, mais maduro, mais centrado, mais criativo. Feliz por permanecer perto, como amiga... feliz, feliz, muito feliz.


Hoje, tenho a dizer aquilo que muitos dirão, mas que é por mim, dito de verdade, dito com fé... hoje direi que desejo a ele tudo de melhor que a vida puder oferecer. Que ele tenha saúde, alegrias, sucesso. Que ele consiga compreender os nãos que a vida dá,e que consiga reinventar, criar, ser feliz. Desejo que ele não desista, nunca, de nada. Desejo também estar sempre perto, e que você, amigo Prentice nunca perca esse sorriso, essa confiança, essa fé. Parabéns, meu amigo.
Beijo da Maga."
Thaíssa Machado.

"Eis uma pessoa verdadeiramente humana. Sensível e ético. Amável e tolerante. Sempre busca a amizade sobre todas as coisas. Prentice Geovani é um amigo inigualável que possuo. Com muito orgulho e coração. Desejo a ele muitas felicidades e realizações em esta data de aniversário. Deus está com ele, com toda certeza. Muita luz. Muita paz. E, viva o Prentice! Viva!"
Diego Rocha.

"Fiquei pensando numa bela mensagem pra te mandar neste teu aniversário, no entanto não sei se conseguirei transpor–las com êxito. Li e reli os meus textos no blog, e aos poucos, fui percebendo uma coisa interessante. Sabe, desde quando te conheci, há longo tempo, nunca imaginara que poderia chegar aonde cheguei, se se assim foi, aconteceu em boa parte por causa da tua presença nesta minha caminhada. São relevantes, preciosos e únicos cada instante bom, pelo qual passamos nesta vida, essas se elevam quando estamos ao lado de pessoas boas. Hoje estudo filosofia, enquanto tu, amigo urso, persistes no insaciável desejo de se tornar médico. Esforço tal o qual sinto, desde já, os bons frutos, por exemplo: no momento em que escreve, ou como corrige alguns erros gramaticais, a superação das questões difíceis, bem como das situações funestas, és um exemplo a se seguir. Mesmo com as desavenças cuja vossa pessoa provoca algumas vezes. Na contínua insistência da qual se vale apenas de um sentimento ou força ou fé – não sei, conquanto nem vós tenhais uma explicação razoável para nos dizer, o porquê de insistir, apenas insistes. Meu nobre, indivíduo peludo, a tua firmeza terá a devida recompensa. Certo dia alguém me disse: “Os melhores prêmios da vida estão no fim de cada jornada, e não no começo”.
Feliz aniversário, Xiola!"
João Paulo.


"Um homem sem sonhos não pode existir de fato; aqueles que fazem de sua vida uma busca incessante pelos objetivos, certamente terão suas metas alcançadas e ocuparão uma posição de destaque. Prentice é um desses heróis, peregrinos que buscam crescer internamente e correm atrás de seus troféus como um gladiador no Coliseu. Que esta data traga ainda mais uma renovação para que sua sina se cumpra integralmente. Feliz aniversário. Um abraço de seu amigo, irmão, colega Cassildo."
Cassildo Souza.


sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Tempo Que Não Passa.

Cada minuto mede um decênio
Cada segundo dura um milênio
Cada gesto espera muitas ações
Cada olhar fixo demonstra intenções.

Passo uma eternidade em meros instantes
Duro, em milésimos, frações de tempo constantes
Espero ansioso, pelo momento ideal
A chegada sua, numa hora crucial. 





E por isso penso ter uma vida longa 
Mas nesse grande intervalo pouco vivo 
É como se a noite não viesse a virar dia 
A luz do sol chegará bem mais tardia. 

Toda essa espera só me envolve 
Vez ou outra a alegria se devolve 
Na esperança que o relógio volte a ser normal 
E que possamos retornar a nosso tempo original.

Cassildo Souza

O Benefício da Dúvida.

A cada contínuo e imprevisível passo que dou, mesmo sendo passos repetitivos como no caso de uma “simples” caminhada na qual já saibamos todo itinerário que irá transcorrer em nossa cabeça, seja por um fator consciente ou inconsciente, ainda assim, não só nosso caminhar, mas, como toda e qualquer ação a qual viemos a fazer, estaremos sujeita a uma coisa: a incerteza.

Hoje escrevo estas linhas, meu cérebro funciona perfeitamente bem: falo, choro, dou risadas, entretanto, nesse perfeito funcionamento cerebral, uma pergunta simples poderá surgir em meio a toda complexidade da nossa existência como indivíduos: Até quando!?

Por isso devemos pensar, e muito, na maneira como estamos agindo neste mundo.

Neste exato momento em que passamos a ler estas palavras, trato como “neste mundo”, pois, até nos dias atuais, não se tem notícia de que alguém após a morte voltou para contar como é, no entanto, isso não tira o mérito da discussão em que particularmente acho proveitoso em outra oportunidade discorrer sobre tal.

Meus caros, insisto na reflexão de nossos atos, seja para nós mesmos, ou a terceiros. Compreendamos: a vivência que temos por mais pouco que venha ser, não nos limita, e muito menos, nos coloca em numa posição inferior daqueles que já viveram bastante tempo.

Na maioria das vezes, nossas ações se reportam a uma postura baseada na troca de favores, por sua vez, gerando uma questão, a qual será discutida a partir deste momento, sendo justamente esta, o benefício. 


Nesta estrada que sigo, numa persistência flamejante, observei em boa parte dos meus semelhantes à triste vocação de “dar com uma mão e receber com a outra”. Tem sido assim desde os primórdios, desde quando o homem começou a constituir valores sociais, éticos, e culturais.

Percebam: no instante em que esses seres, os quais se utilizavam de ossos de animais e pedras lascadas como instrumentos de caça, começaram a criar a capacidade de raciocinarem, suas ações vieram consigo, contudo, seus valores não vieram simultaneamente! Pois, pensando um pouco com o filósofo Platão, nós já temos algum indicio das idéias reais em nossa personalidade.

É notória nos dias atuais, a percepção de observar alguém fazendo uma determinada ação em troca de uma recompensa - às vezes, não importando qual seja a recompensa, desde que haja esta troca. Por exemplo, imaginemos que os seres humanos agora fossem animais, e estes estariam em uma aula de adestramento: “senta cãozinho que te darei uma ‘carninha’, bem deliciosa, a qual você ficará viciado, e, por conseguinte, irá fazer outras coisinhas para mim. Coisas simples, como deitar, rolar, e tudo mais. Claro, farás primeiro esses comandos, depois em troca lhe darei a ‘carninha’ suculenta”. Neste caso, todos estariam submetidos a um determinado vício, entendido aqui, como um infeliz estado de dependência psicológica de suas tristes ações. 


Existe um famoso ditado: “nem tudo são flores”, em algum momento da vida um determinado indivíduo dará de cara com outro que não irá lhe retribuir, seja um simples favor, seja a mais complexa ação em prol de outro. Isso se resume simplesmente pelo fato de que, cada ser humano carrega em si um mundo diferente, com outros valores, outra formação social e cultural. Logo, das duas uma: ou ele será bondoso, e deste modo haverá a retribuição, ou, será ruim com os outros à sua volta, não deixando margem nem para dizer um natural “obrigado”. Porém, ainda poderá restar uma possibilidade remota em que ele permanecerá na mesma, quieto, sem ação – será inusitado, entretanto nunca impossível, álias, nada é impossível desde que tenhamos amor (1 Coríntios, 13, 1-8). 

Diante dessas considerações não será válido pensarmos que devemos ser menos tolerantes a certos valores? Mesmo, posto que, estes estejam “enraizados” em nossa cultura? Ou não seria melhor manter tais valores? E, que tal aperfeiçoá-los? Torná-los mais adequados ao modo de vida do tempo presente? Ou ainda, será melhor o benefício da dúvida entre estes levantamentos? 

Para, desse modo, alguns permanecerem na dúvida. E, outros procurarem pela verdade. Se esta existir, é claro.



João Paulo


3X4

Para me livrar do peso demasiado, a única fotografia que tenho sua escondi no fundo de uma caixa de sapato.
Sinto muito pelo triste fim desse retrato, cujo único erro foi existir atrás do seu eu representado em três por quatro.
Os mais sentimentais diriam que sou um desalmado, por condenar teu riso de tarde juvenil ao limitado espaço de vinte por quarenta centímetros quadrado, mas não se apressem em julgar, os sentimentais são por demais apressados
De egoísta nada teve o ato,
O causo foi que o bolso do lado esquerdo do casaco no qual antes vivia guardado
Era de tecido fraco
Acabou-se em farrapos

Elizabeth Alves