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sexta-feira, 11 de março de 2011

Findar das Eras.

Fico louco e absorto
Quando invoco dos meus pensamentos
A criatura humana
No findar das malvadas eras

É a fera cuja idéia
É a realização das utopias
Esperança para miséria
De quem sabe ser tagarela


Descubro um ser atônito
Diante do meu otimismo
De querer desvendar o mistério
E navegar no oculto do desconhecido

Achar a honestidade humana
Na eticidade da moral adormecida
Nada mais é do que perversidade
Da guerra pela cobiça 

Diego Rocha

quarta-feira, 9 de março de 2011

Para a Nomeadora de Carros.

Acho que na primeira vez que te vi, estavas acompanhada. Mas, lembro claramente que na primeira vez que falaste comigo eu estava para procurando por meu simulado de biologia. Evidentemente a nota não passava de dois, e naquele ano, talvez tenha sido meu melhor simulado. Não lembro. Entretanto, lembro das suas primeiras palavras para comigo. Eu estava procurando pelo meu simulado em meio a todos aqueles outros simulados quando você falou e me apontou onde estava o meu. 

Você apontando para o simulado: Aqui o seu, ó.

Eu, pensando (uau... Ela sabe meu nome...) e agradecendo para você: Valeu.

Que legal! Você lembrar do meu nome... Mesmo que o professor de matemática não deixasse ninguém esquecê-lo, você lembrava! (É, fiquei surpreso, não fique se achando) Apesar de tudo, fique a senhorita sabendo, que desde esse dia "do apontar para meu simulado", eu comecei a sentir que um dia iria te conhecer. A partir de agora, segredo viu? Procurei tanto por seu orkut. E encontrei-o! Olhei de longe, é claro. Não entrei. Só olhei. Para não esquecer de você, e nem do seu nome. Para lembrar e trazer você para minha vida.  Surpresa? Espero que não. 

Pois é, minha defensora de lugar na sala de aula. Se não fosse por você, eu jamais, jamais! Sentaria na frente. Muito obrigado, por me mostrar que a vida guarda pessoas sensacionais como você para mim.

Teu jeito chique. Poderoso. Cheia de pretendentes (dizem por aí). Mostra para mim quanto és querida por todos à tua volta. Pois é. Nomeando os carros foi aí que percebi o quanto tem sensibilidade. Quanto tens carisma e afetividade.

Jack. Sam. Jonh.

Cada um com sua companheira. Cada qual com seu amigo. Com seu confidente. Minha amiga, obrigado, pelos convites para as baladas. Vamos sim, qualquer dia, quando passarmos nesse bendito vestibular. E já sabes, não é? Qualquer coisa para entrarmos de graça colocaremos uma galega na nossa frente. 

Coleeegaá. Tu sabe que gosto muito de tu, que gosto quando exiges de mim aquele tão esperado depoimento que prometi. Adoro teu jeito bravo e implicante. Adora tua revolta. Adora tua calma. E, adoro, adoro muito, tuas resenhas. Obrigado, obrigado mesmo, por tornar essa passagem da minha vida bem mais tranqüila  bem mais calma, bem mais perto do professor. Bem mais perto de você.

Que continuemos assim: nomeando carros, guardando lugares, prometendo inúmeras farras.
Até sexta. Saudades. 

Sim, ia esquecendo, depois quero teu telefone.

Prentice Geovanni

terça-feira, 8 de março de 2011

Capítulo 4 - Sagrado Coração.

Somos todos imortais. Teoricamente imortais, claro. Hipocritamente imortais. Porque nunca consideramos a morte como uma possibilidade cotidiana, feito perder a hora no trabalho ou cortar-se fazendo a barba, por exemplo. Na nossa cabeça, a morte não acontece como pode acontecer de eu discar um número telefônico e, ao invés de alguém atender, dar sinal de ocupado. A morte, fantasticamente, deveria ser precedida de certo ‘clima’, certa ‘preparação’. Certa ‘grandeza’. Deve ser por isso que fico (ficamos todos, acho) tão abalado quando, sem nenhuma preparação, ela acontece de repente. E então o espanto e o desamparo, a incompreensão também, invadem a suposta ordem inabalável do arrumado (e por isso mesmo ‘eterno’) cotidiano. A morte de alguém conhecido e/ou amado estupra essa precária arrumação, essa falsa eternidade. A morte e o amor. Porque o amor, como a morte, também existe – e da mesma forma, dissimulada. Por trás, inaparente. Mas tão poderoso que, da mesma forma que a morte – pois o amor também é uma espécie de morte (a morte da solidão, a morte do ego trancado, indivisível, furiosa e egoisticamente incomunicável) – nos desarma. O acontecer do amor e da morte desmascaram nossa patética fragilidade. Caio Fernando Abreu

Não sei o motivo, mas acho que as árvores existem para nos proteger. Essa proteção é percebida quando elas nos servem de abrigo enquanto se está chovendo, ou estamos fugindo de alguma coisa. São nas árvores que encontramos os registros das promessas de amor à alguém. Quantos desejos, quantos sonhos, quantos amores simplificados em apenas dois nomes: Fulano e Fulana de tal.

Além do mais, elas são ótimas para dar uma bela de uma sombra a um transeunte qualquer cansado do sol. E nesse dia, o que eu reencontrei a Criadora de Mundos em minha vida, eu era esse transeunte cansado do sol. Foi numa Árvore de Vestidos Seculares que, depois de anos brigados, ouvi novamente aquela vozinha fina e boa de sentir.

"Nossa! Quanto tempo... Como estais diferente, Marmo..." 

"Você também, Bulba..." 

"Voz grossa..." 

"Voz fina..." 

"E aí?" 

"E... Então?" 

"Um abraço?" 

"Claro." 

A partir desse reencontro com Bulba comecei a ver as árvores como um ponto de referência, ou de encontro. Talvez isso seja verdade mesmo, afinal, é no alto delas que nos aproximamos das estrelas, e estas, sempre serviram de ponto de referência para algum navegante perdido. Portanto, comecei acreditar. Não pelos navegadores, mas sim por Bulba...

... Quando se estar sagrando e vendo a vida esvair-se do seu próprio corpo é tão melancólico... Porque logo agora estou lembrando-me de como reencontrei ela? Droga... Porque ela tinha que me salvar na Montanha Mágica Imaginativa... Se ela não tivesse me salvado, ela estaria bem, eu estaria mal, mas menos mal do que agora. Sangrar é tão bom. As memórias vêm à tona. Começa-se a lembrar das pessoas importantes em sua vida. Começa a se questionar se poderia futuramente ter ajudado mais pessoas, se poderia ter participado de mais vidas... Vidas que jamais conhecerei... Ai, ai, esses questionamentos... Nada como o bom gosto da morte, do sangue, para me sentir mais vivo. 

Olhando o rosto de Bulba, lá longe, vejo seus olhos cheios de chuva, dá um aperto uma falta de ar... Queria falar, dizer a ela pra não ficar assim, triste, chorando. Não quero te ver assim não, minha amiga. A culpa não é sua. Eu que queria vir contigo para viajar pelos mundos, eu queria te ver crescer... Queria te ver usando a chave mágica, queria te ver como uma fada, queria te ver como a Melhor Criadora de Mundos.

Sobre Consertar os Erros e Outras Histórias.

Poc. Bolsinha caindo no chão. Apanho. Poc. Bolsinha cai de novo. Apanho novamente. Poc. Olho sério para ela. Ela apenas sorrir para mim. Apanho a bolsinha pela terceira vez. Só que dessa vez ambos damos risadas um para o outro. Devido a isso, aquela tensão do simulado de geometria havia passado subitamente. Aquele sorriso realmente era de encantar e aliviar qualquer um. Terminado o simulado fiz de tudo para se esbarrar com ela pelo corredor. Consegui, é claro. 

"É..." 

"Oi." 

"Aceita uma carona?" 

"Sim, claro." 

"Gostou do simulado?" 

"É... Mais ou menos." 

"Eu também." 

"E essa chuva, ein?"

"É. Ainda bem que passou, mas qualquer coisa estamos preparados (mostro meu guarda chuva). Que lapiseira para cair a sua, ein?"

"Pois é, ainda bem que viemos preparados (mostra o guarda chuva dela). Juro, não foi por querer que ela caía." 

"Prazer. Prentice." 

"Hum... Que nome... interessante." 

"Está mais para esquisito. Mas, você foi a primeira a reagir dessa maneira ao ouvi-lo. E o seu é?" 

"O meu é Blah." 

"Com a ou h no final?" 

"Com os dois, a e h: Blah." 

"Massa. Você é a primeira garota que conheço com esse nome." 

Se não fosse por aquele estojo cheio de lápis eu jamais entraria na vida de Blah. Apesar de ter sentado no lado oposto da classe de onde ela estava, eu não media esforços para tentar conhecê-la, eu já tinha até planos para isso. Não com interesse de amizade, é óbvio. Blah era uma garota bonita, ela tinha um charme bem charmoso que me atraiu desde a primeira vez que a vi. Esperar era só o que eu tinha de fazer. Esperar pelo momento certo. Pela hora certa. Pela queda da bolsa certa. Tinha que ser tudo certo. Pena que fiz tudo errado para com ela. Errei na forma de flertar. Errei na forma de agir. Errei na forma de olhar. Errei na forma de se declarar.

Costumo dizer que Blah é a garota dos meus erros. Acho que foi com está garota que mais errei na vida. Admito: fiz tudo errado. Eu sei, muitos dizem que sim, porém, ela diz que não. 


Independente dos meus erros e faltas cometidas, eu e Blah sempre conversávamos como se jamais eu não tivesse errado com ela. Será que ela via meus erros como acertos? Ou, ela só estava sendo legal? Não sei. Qualquer dia perguntarei a ela, é, qualquer dia perguntarei. Aliás, qualquer noite. Afinal, foram inúmeras as madrugadas conversando sobre nossas coisas. Apesar de ser nos três segundos falávamos bastante! Mesmo com as dificuldades iniciais de conversar e escutar nossos próprios sussurros! Se adaptamos bem. 

segunda-feira, 7 de março de 2011

Oscar 2011.

Mais um Oscar se passou, e junto com ele foram às muitas apostas de quem acompanha a cerimônia, certamente muitos ficaram satisfeitos com os resultados finais, bem como as inevitáveis decepções que acontecem a todo ano. Dentre os muitos indicados, houveram poucas surpresas quanto a distribuição de prêmios, naturalmente, algumas dessas “previsibilidades” vieram para o bem e outras não.

Dentre as 24 categorias de premiação, não houveram muitas injustiças, tenho até a concepção de que este foi um ano equilibrado para a Academia, embora muitos discordem desta afirmação. Então vamos os vencedores:

Melhor Curta-Metragem de Animação: The Lost Thing - Confesso que, mesmo não tendo assistido a este curta, eu preferia que o ganhador fosse Dia & Noite, um curta animado agradabilíssimo que, nos cinemas, era a produção que antecipava o longa Toy Story 3.

Melhor Curta-Metragem: God Of Love - Curta metragem é um gênero difícil de classificar, é tanto que torna-se complicado até de se premiar, mas a academia acertou em eleger God of Love, pois além de ser leve, trata-se de uma produção bastante divertida.

Melhor Documentário em Curta-Metragem: Strangers No More- Um curta leve, didático que mereceu a atenção do Oscar por, unicamente tocar num assunto tão presente em nossa realidade: A integração racial.

Melhor Documentário: Trabalho Interno (Inside Job)- Essa sim foi uma categoria difícil para nós, os brasileiros, isso porque tínhamos uma produção nossa (Lixo Extraordinário) em competição, e vê-la perder - mesmo que suas chances fossem poucas - foi algo desagradável, tendo em vista também que não é a primeira vez que um filme brasileiro perde no Oscar.

Melhor Edição de Som: A Origem - Nada mais justo que o filme de Christopher Nolan ganhasse - e concorresse - aos Oscar técnicos, o que é mais do que bem visto ele ganhar nessa categoria tendo em vista que A Origem é um filme que sobrevive muito através de seus efeitos sonoros. 

Melhor Mixagem de Som: A Origem - Como já supracitado, A Origem é um filme que sobrevive muito graças a seus efeitos sonoros (na cenas de ação, especialmente), portanto, nada mais justo que ele vencer nesta categoria.

Melhor Trilha Sonora: A Rede Social - Possui uma trilha sonora fantástica ainda que, seu troféu tenha sido previsível, pois dentre os concorrentes não havia muitos a sua altura.

Melhor Montagem: A Rede Social - Mais do que merecido, obrigatória. A montagem de cenas e sequências em A Rede Social é brilhante, o que me incomoda é o fato deste filme ter ganho menos prêmios que o previsto.

Melhor Maquiagem: O Lobisomem – Certamente foi previsível este Oscar para O Lobisomem, não só pelo fato de haver apenas 3 indicados (contando com ele) para o prêmio, mas principalmente por ser um filme a sobreviver em decorrência de sua make up.


domingo, 6 de março de 2011

Para a Garota Mais Doce.

Chegue deixe-me te contar um segredo: Beth, sempre quis te conhecer. Num sei por que, mas desde os tempos taciturnos do IESC, eu te via de longe e sempre sentia essa atração de querer fazer parte da tua vida.
Mentira? Pode até ser. Afinal, para você não passo de um manipulador canalha.

Entretanto, tirando sua opinião pela minha pessoa, provavelmente, eu sentia essa vontade por causa de sua chatice. Veja bem, mesmo sem saber que eras chata, eu já pressentia tua "chaticência". Sabe como é, chato sente outro chato de longe. Claro que essa sensação de querer você em minha vida poderia ser causada por esse seu sorrisão grandão e bonitão que tens. Mas, arrisco, com quase certeza, de dizer que foi pela chatice mesmo.

Como eu sabia desse teu abuso, dessa tua chatice toda? Simplesmente não sabia, só pressentimento mesmo. Por genética, conjunção astral. Ou, talvez, pelos nossos esbarros e encontrões lá pela biblioteca do IESC.

Sorrindo com esse jeito meio Clarice Lispector, é claro. Percebi que de algum modo entrarias em minha vida, ou eu entraria na tua. Como eu sabia disso? Repito: Sei lá. Mistério? Além? Simpatia? Premonição? Castigo? Não sei. Mas estou muito feliz por ter você por aqui, nessa passagem de tempo, nesse cotidiano, nessa aventura em busca do nada.

E, é nessa aventura que quero te desejar Meus Parabéns! Feliz Aniversário (mesmo que atrasado) minha Meiga amiga. Obrigado, pelas risadas, pela doçura, pelos textos, pelas frescuras, pelas confidências, pela meiguice e , claro, pela classe. Muitas aventuras, abraços em pessoas alheias e declaracões malucas para você.

Continue recheada com esse ar de mistério, esse ar de saber muito e fala pouco. Provavelmente foi por isso que acabaste se tornando para mim a garota mais doce que conheço. Continue sendo esse mistério recheado de doçura, de meiguice, de Eliza, de Elizabeth.

sexta-feira, 4 de março de 2011

A Flor e O Moço.


A frágil flor em silencio,observa
Sorri todo o encanto um sorriso assim de canto
Que meu peito acelera.Quem dera fosse meu
Esse gosto doce flor,quem dera não fosse sonho
Ou encanto de um só,pois por mim seriam dois
A flor e o moço,que ver de longe mas não chega.
Talvez por medo de estragar tudo eu prefira ficar mudo
A perder de vista o sorriso teu
Que como encanto traz luz e abre em flor a pedra
Que trago no peito meu...

Whanea Guimarães

Sobre Você, Nós Dois e Tudo Mais.

"Que te dizer? Que te amo, que te esperarei um dia na rodoviária, num aeroporto, que te acredito, que consegues mexer dentro de mim? É tão pouco. Não te preocupa. O que acontece é sempre natural - se a gente tiver que se encontrar, aqui ou na China, a gente se encontra. Penso em você principalmente como minha possibilidade de paz - a única que pintou até agora, “nesta minha vida de retinas fatigadas”. E te espero. E te curto todos os dias. E te gosto. Muito." Caio Fernando de Abreu.

Sempre quando chego em rodoviárias e estou esperando por um ônibus paro um pouco e penso em você. Sempre quando tenho um intervalo entre minhas aulas, dou uma pensada em você. Sempre quando estou fazendo um texto, estudando, lendo, ou até mesmo, dormindo, estou pensando em você. Frequentemente faço as seguintes perguntas: "O que será que ela está fazendo? Estudando? Sorrindo? Brigando? Ou pensando em mim?"

Tudo bem, eu sei que já tivemos nossa conversa sobre sentimentos e tudo mais, mas, continuo a insistir a não te esquecer. Afinal, desde o dia que coloquei meus olhos em ti, naquele pátio, perto daquele banco, em frente a sala dos bebedouros, eu disse comigo "Essa É a Garota dos Meus Sonhos". Sei que você não me viu, afinal, eu estava longe desses seus olhinhos que ensinam a qualquer vaga-lume a brilhar. Mas, se me visses certamente acharias que eu era um abestalhado por está olhando para você de um jeito abestalhado.

Meu Stradivarius, de algum modo eu tinha que te conhecer, não sei como, mas tinha. Queria participar da tua vida, queria sorrir contigo, queria te dizer palavras de amor; queria brigar, discutir com você, e olhar nos teus olhos e te dizer: você está linda; queria cantar com você, caminhar ao teu lado, carregar seu Fichário, e apertar sua mãozinha e te dar inúmeros abraços. Queria ter infinitas noites, sentado na tua calçada, ao teu lado, conversando sobre meus sentimentos em relação a ti; queria ficar para sempre, olhando para as estrelas, com você ao meu lado; queria ver teu sorriso sincero, chuvoso e doce quando viesses ao meu encontro. Queria ligar, assim que amanhecesse, te desejando um feliz natal; queria te ligar para assistir filmes comigo, comendo pipoca feita no microondas; queria te ligar e ouvir a tua vozinha mansa de sono desejando "Boa sorte na prova e Deus te abençõe."; queria te levar para ir ao show de Coldplay e te colocar nas minhas costas para cantarmos esse trechinho de Strawberry Swing: "When it's such, it's such a perfect day... It's such a perfect day...".

Quantos "queria", não é? E a maioria realizados.


~♥~

~♥~

Imponho Censura em Meus Pensamentos


Porque ainda existe muita relutância
do mesmo em continuar
com essas mesmas lembranças
não que elas sejam ruins ou cruéis
pelo contrario, foram momentos concretos
momentos de extrema alegria e
plena comunhão de espíritos
mas devido esse alto teor de endorfina que infelizmente causam dor
o que quimicamente é contraditório,
tornasse humanamente possível.

Hand Medeiros

terça-feira, 1 de março de 2011

Anticonvencionalismo

Não gosto de convenções
E nem de nada programado
Sou fã das contradições
Do que pode ser recriado.

Se tem certas disciplinas
Nem sempre podem ser certas
Seguir essas linhas finas
Não deixam as visões abertas.

Convergências divergentes
Discordâncias concordantes
Os iguais bem diferentes
Corretos seres errantes.


Leis pra mim têm que servir
Pra acabar com a injustiça
Para que venham intervir
Nessa sociedade omissa.



Pensamentos que vagueiam
Compactos que se engrandecem
Os pontos que não norteiam
São coisas que se merecem.

Um mundo com vários mundos
Humanos dentro de um só
Tantos descasos profundos
Mais enrolam esse nó.

Por isso sou do momento
Não tenho hora marcada
Valorizo o sentimento
Espero o tudo do nada.

E quem quiser me seguir
Vá sabendo imediato
Não sou de querer sumir
Diante dum forte fato.

E nem sou de perder razão
Apenas não enquadro
Naquilo que só diz não
E não muda nosso quadro.

Cassildo Sousa